terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Convertidos foram as primeiras vítimas do massacre em presídio



 os presos evangélicos foram as primeiras vítimas do massacre do dia 14, em Alcaçuz. Havia um pequeno grupo de convertidos, alcançados pelo trabalho das igrejas nos presídios. Eles se negaram a fugir e a escolher um lado na guerra entre PCC e Sindicato do RN.
Por não pertencerem a nenhuma das duas facções foram vítimas da lógica da vida carcerária. Essa seria uma “demonstração de força” para os neutros cujo objetivo seria convencê-los a tomar partido em disputas futuras.
Ainda segundo o site, esses presos convertidos optaram por não tentar fugir, preferindo ficar ajoelhados em oração ou segurando suas Bíblias em mãos. Mesmo assim, a atitude não sensibilizou os membros das facções que os atacaram e executaram a todos. A diferença é que, por não fazerem parte de nenhum dos dois lados, não foram decapitados nem tiveram partes dos corpos arrancadas.
A penitenciária de Alcaçuz foi parcialmente destruída em 2015 e desde então não há mais portas nos pavilhões. Os apenados circulam livremente. Segundo relatos de testemunhas, os cerca de 500 presos do pavilhão 5, dominado pelo PCC, invadiram o pavilhão 4, onde estavam cerca de 150 detentos, a maioria ligado ao Sindicato do RN.
Após o conflito, o resultado foram 26 pessoas mortas. Não é possível dizer quantos pertenciam ao grupo dos evangélicos.
Desde o sábado (21) há no pátio da prisão um “muro de contêineres” que não resolve o problema, mas evita o contato físico entre os membros das facções rivais. Desde então não há mais registro de mortes.

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